Volta às aulas presenciais em Itabirito: secretária responde a questionamentos na Câmara

Volta às aulas presenciais em Itabirito: secretária responde a questionamentos na Câmara

Secretária de Educação na Câmara de Itabirito. Foto - Comunicação

 

Na noite desta segunda-feira (12/7), a secretária Municipal de Educação, Iracema Mapa, respondeu às perguntas dos vereadores durante reunião ordinária da Câmara de Itabirito. A maioria dos questionamentos dos parlamentares teve a ver com a preocupação com o retorno das aulas presenciais na rede municipal.

 

Com base no Decreto Municipal 13.907, o sistema de volta às aulas será híbrido e terá como base as recomendações da Secretaria de Estado da Educação (SEE).

 

COMO SERÁ?

 

O sistema híbrido leva em conta a metragem da sala de aula e o número de alunos da turma. Cada turma é um caso isolado e será divida em “bolhas” (grupo de alunos).

 

Em uma sala com 30 alunos, por exemplo, um dia pode ir metade da turma ou até menos. No dia seguinte, irão outros estudantes, e assim sucessivamente. O critério é da Vigilância Sanitária em comum acordo com a direção das escolas.

 

Os refeitórios terão número reduzido de alunos. A higienização deverá ocorrer assim que uma turma deixar o local. Máscaras deverão ser trazidas de casa, mas a secretária não descartou a possibilidade de haver a disponibilidade do material de proteção na escola em caso de esquecimento por parte do estudante.        

 

No Isap (escola particular também seguirá o critério), por exemplo, onde turmas são reduzidas e as salas são espaçosas, há possibilidade de toda a turma estar presente.

 

Na rede municipal de Itabirito são 1.218 profissionais (contando com professores, serventes, servidores da Educação, diretores, supervisores etc). São cerca de 7.200 estudantes. Os pais não são obrigados a mandar seu filho para a escola (podendo continuar com a aula 100% remota). Por sua vez, os pais que optarem pelas regras do sistema híbrido, poderão mudar de ideia a qualquer momento.

 

Iracema Mapa disse ainda que os professores fizeram capacitação com o médico infectologista da Prefeitura, doutor Marcelo Araújo.

 

SEGURANÇA

 

Perguntada pelos vereadores se há segurança para alunos e professores com a volta às aulas, ela respondeu: “Não existe 100% de segurança, mas, de acordo com análise da Saúde e do Estado, há possibilidade”.

 

A secretária não descartou a hipótese de haver alguma mudança de plano. “Educação é uma via de mão dupla. Se faz com a participação de todos. Tem alguma dúvida? Aconteceu algo errado? Procure a gente (da Secretaria). Se nós soubéssemos o que é correto, não estaríamos discutindo neste momento”, salientou.

 

Iracema disse que em pesquisa feita pela Secretaria Municipal de Educação, 53% dos pais querem a volta das aulas presenciais. Já 47%, não.