Secretário de Desenvolvimento da Prefeitura de Itabirito é questionado por vereadores

por Assessoria de Comunicação - Romeu publicado 29/03/2019 15h15, última modificação 29/03/2019 17h38
Secretário de Desenvolvimento da Prefeitura de Itabirito é questionado por vereadores

Avelar, secretário da Prefeitura na Câmara de Itabirito. Foto: Comunicação da Câmara

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O secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Itabirito, Antônio Avelar, respondeu a questionamentos de vereadores durante reunião ordinária da Câmara, nesta segunda-feira (25).

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Leia agora um resumo do que foi dito pelo secretário e pelos vereadores.

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O edil Ricardo Oliveira (PPS) questionou a respeito das 32 empresas que se instalariam em Itabirito. Ricardo salientou, com base nas informações que ele recebera, que não foi feito, da parte do Município, o pedido de licenciamento ambiental no Estado para a instalação dessas empresas.

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Avelar respondeu que as licenças foram pedidas sim, e que os documentos comprovando isso estão na Secretaria.

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Sobre as empresas que não vieram para Itabirito, Avelar disse que uma delas não conseguiu a licença ambiental do Governo do Estado de Minas Gerais (na época, sob a chefia de Fernando Pimentel, do PT). Seria justamente a que se instalaria na área da antiga Delphi. Já as outras desistiram em decorrência da crise econômica que se deu no Brasil, começando em meados de 2014, e que dificultou a expansão industrial não somente em Itabirito, mas na maioria das cidades brasileiras.

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Outro empecilho, segundo o secretário, é que, por determinação do Ministério Público, a cessão dos terrenos para qualquer empreendimento, especificamente em Itabirito, tem de passar por processos licitatórios. “Isso ‘espanta’ os empresários interessados”, disse o secretário que salientou que Itabirito é o único município da região que é obrigado a passar por tal processo. “Nas outras cidades, a Prefeitura pode ceder terreno somente passando pela aprovação da Câmara”, garantiu. 

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O vereador Dr. Edson (PRB) quis saber, com base na atual situação da mineradora Vale, mais especificamente com a paralisação da Mina do Pico, quais seriam as expectativas de diversificação econômica no município. Atualmente, a economia itabiritense diretamente e indiretamente está de 60% a 70% atrelada à atividade minerária.

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Avelar respondeu que está havendo ampliação dos cursos do Centro Público de Educação Profissional José Toledo Filho (Cepep) e está sendo preparado o distrito industrial no Polo Curtume Santa Luzia, que receberá 17 empresas (uma média de 150 empregos). Essas firmas, de acordo com o secretário, sairão do aluguel e poderão ampliar seus negócios.

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Concomitantemente, Avelar garantiu que a Secretaria faz contatos com empresas incentivando-as a se instalar em Itabirito. “Recentemente, em uma terça-feira, estivemos eu e o prefeito visitando duas empresas, uma em Contagem e outra em Betim, para tentar convencer os empresários a se instalarem aqui. Na quarta, eu estive em São Paulo, visitando duas empresas na mesma situação”, disse.

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O secretário também disse que tanto ele quanto o prefeito estiveram no Indi (Instituto Integrado de Desenvolvimento Econômico). “O instituto foi criado para trazer a Fiat ao Brasil. E serve como ponte entre os municípios e as firmas interessadas. Já recebemos informação que existe empresa com interesse em vir para Itabirito”, garantiu o secretário.

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Avelar afirmou ainda que não poderia revelar os nomes das empresas interessadas em se instalar na cidade porque “vai que elas não vençam o processo licitatório...”, especulou. 

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O edil Max Fortes (PSB) não fez perguntas, mas salientou o “bom trabalho” de Avelar e sua equipe. “Trazer empresa é árduo, demorado, mas gratificante”, disse o vereador que já foi secretário de Desenvolvimento da Prefeitura.

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Max citou algumas realizações do atual grupo político que ocupa a Prefeitura. A vinda da Ita Textil , MSOL, IMA Tecido, expansão da Vale e implantação do distrito industrial na BR-040, no qual foi possível a implantação da Coca-Cola.

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Anteriormente, o vereador Ricardo Oliveira disse que a Coca-Cola era um legado da antiga administração Manoel da Mota. Max contestou dizendo que se trata de uma “continuidade de políticas públicas”: o ex-prefeito Juninho implantou o distrito e Manoel deu continuidade às negociações com a Coca-Cola. E, depois, o prefeito Alex (segundo Max) atendeu às reivindicações da empresa para que a firma de refrigerantes não deixasse o município.

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O vereador Geraldo Mendanha (PSD) também não fez perguntas. Mas salientou o trabalho da equipe “feito com transparência e sabedoria”, disse o vereador.

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O presidente Arnaldo dos Santos (MDB) cumprimentou o secretário pela forma “serena e tranquila” de responder. “Digna de uma pessoa que entende do assunto”, opinou líder da Mesa Diretora.    

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Matéria atualizada às 16h14, de 29/03/2019.

 

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