Itabirito passa por simulado de evacuação de emergência; VEJA VÍDEOS

por Assessoria de Comunicação publicado 01/04/2019 18h55, última modificação 01/04/2019 19h11
Itabirito passa por simulado de evacuação de emergência; VEJA VÍDEOS

Ponto de encontro no Monte Sinai. Foto: Assessoria de Comunicação da Câmara

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Neste domingo (31), Itabirito (na Região Central de Minas) viveu um dia se simulado de evacuação de emergência. A Agência Nacional de Mineração mudou a classificação (de nível um para nível três) das barragens de Forquilha 1 e 3. Por causa disso, as zonas secundárias de segurança, caso de Itabirito, também passaram por simulado, que consiste em fazer com que a Vale, poder público e a população representem uma hipótese rompimento de uma dessas barragens citadas. Para onde a população deve ir? O que os moradores têm de fazer? Dúvidas que deveriam ser respondidas durante a simulação.

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“Zona secundária” é a região que é atingida de forma menos intensa pela lama em caso de rompimento.

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Se uma dessas barragens se romper, Itabirito seria atingida como na enchente de 1999. Algo preocupante, mas não devastador. A diferença é que enchente costuma ser uma água suja, e no caso de um rompimento, a cidade seria invadida por uma espécie de “lama compacta”.

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Neste domingo, um carro de som da defesa civil passou pelas ruas alertando à população a respeito da simulação. Caso haja o rompimento de fato, o carro da Defesa Civil passará com alertas sonoras deixando claro que “não se trata de simulação”. A partir de então, a população das áreas de risco deve se deslocar imediatamente para os pontos de encontro. 

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As áreas de risco são, por exemplo, o Centro de Itabirito e as partes baixas do município, como Santa Efigênia e São Geraldo - conhecido como Vila Alegre.

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Ao todo, são 14 pontos de encontro. São eles: Fazenda Fábrica (do Rivaldo e Rogério), Sítio Antônio Jequeri, Escola Ana Amélia Queiroz (Gutierrez), MGE Alimentos, IFMG (Santa Efigênia), pátio da Rodoviária, Escola José Ferreira (Bela Vista), quadra de tênis do Edvaldo (Monte Sinai), antigo quartel da PM (Boa Viagem), Escola Guilherme Hallais França (Vila José Lopes), Escola Professor Tibúrcio (Vila Gonçalo), Campo do Esperança, creche do Country e sorveteria do Marzagão.

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Em caso de rompimento, a lama levaria pouco mais de 1h para chegar a Itabirito.

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Para a moradora do Centro, Letícia Viegas (46), a simulação não deveria ter sido feita em um fim de semana. “Domingo é um dia muito tranquilo. No meio da semana, o simulado chegaria mais próximo ao dia a dia da cidade. Achei a quadra (no Monte Sinai) um local muito alto e difícil de chegar. Tem muita gente idosa no Centro que não conseguiria caminhar até a quadra”, disse Letícia.

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O senhor Pedro Damasceno (88), morador do Santa Efigênia, aprovou a experiência e afirmou que a Vale deveria ter feito o mesmo simulado em Mariana e Brumadinho antes de as tragédias acontecerem. “Depois que a procissão passa, não adianta tirar o chapéu”, disse ele usando figura de linguagem.

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De acordo com a Vale, com base em dados da Defesa Civil, ao em torno de 4.300 pessoas moram na “área de mancha” (espaços que seriam atingidos pela lama em Itabirito em caso de rompimento).

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Dois vídeos mostrando como foi o simulado de evacuação foram feitos pela assessoria de Comunicação da Câmara de Itabirito e estão postados no corpo desta matéria.

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Caso o internauta não consiga abri-los, a sugestão é que tais vídeos sejam assistidos pela página oficial da Câmara no Facebook.

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